focosh@focosh.com.br
(45) 98813-1115
Você está em: Página Inicial > Policial
Família é achada morta e amarrada em apart-hotel em Florianópolis.
Segundo a Polícia Militar, cinco corpos foram encontrados no estabelecimento, que fica na praia de Canasvieiras. Escritas da facção criminosa foram deixadas na parede, segundo a polícia.
Por G1 | Postado em: 06/07/2018 - 09:20

Cinco pessoas, sendo quatro da mesma família, foram encontradas nesta sexta-feira (6) mortas e amarradas em um apart-hotel no bairro Canasvieiras, um dos principais destinos turísticos de Florianópolis. De acordo com as primeiras informações, as vítimas, com idades entre 39 e 78 anos, teriam sido mortas por asfixia.

Segundo a Polícia Militar, seis pessoas foram feitas reféns por três homens armados na tarde de quinta-feira (5). Uma funcionária conseguiu fugir e acionar a polícia, que chegou no local por volta das 0h30. Escritas e uma sigla da facção criminosa foram deixadas na parede, segundo a polícia.

De acordo com o Instituto Geral de Pericias (IGP), as vítimas da chacina estavam em cômodos separados e com cordas amarradas nas mãos, pés e pescoço. Um corpo foi localizado pelos policiais na lavanderia do subsolo, dois no segundo andar e os outros no terceiro andar. Havia gasolina espalhada pelos locais. Não houve registro de disparo de arma de fogo.

Ainda de acordo com a polícia, o pai e os três filhos eram de São Paulo, com residência há pelo menos 10 anos na capital catarinense. O outro era funcionário do apart-hotel. As vítimas são: Paulo Gaspar Lemos, 78 anos, Leandro Gaspar Lemos, 44 anos, Paulo Gaspar Lemos Junior, 51 anos, Katya Gaspar Lemos, 50 anos, e Ricardo Lora, 39 anos.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros havia informado que eram seis corpos. No entanto, a polícia afirmou às 6h40 que se tratava de cinco vítimas. De acordo com os bombeiros, o equívoco ocorreu porque no momento do registro da ocorrência havia seis pessoas no apart-hotel. Uma funcionária conseguiu fugir.

Chacina

 

Três homens armados teriam invadido o hotel e rendido seis pessoas no estabelecimento, que fica na Rua Doutor José Bahia Bitencourt.

A invasão ocorreu por volta das 16h da quinta-feira (5) e os criminosos teriam permanecido no local até a madrugada. Na chacina, cinco pessoas foram mortas e uma funcionária conseguiu fugir.

“Apesar de eles renderam as pessoas com arma de fogo, arma curta, não teve nenhum indicativo de (uso de) arma de fogo, não foi encontrado sangue, a princípio a causa morte foi asfixia”, explica o tenente-coronel Marcelo Pontes. Eles foram colocados de barriga para baixo, amarrados.

Até esta publicação, os criminosos ainda não haviam sido identificados e ninguém foi preso. O delegado Ênio Matos, da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, havia sido acionado para o caso, e apurava as primeiras informações.

“Tudo indica que foi um acerto de contas. Porque essa família era de São Paulo, estavam aqui em Florianópolis, e os autores do homicídio deixaram algumas inscrições nas paredes como se tivesse cobrando alguma dívida, uma vingança oriunda de São Paulo”, disse o tenente-coronel Marcelo Pontes.

A área do hotel foi isolada e trabalham no local equipes da Polícia Civil, do IGP e da Delegacia de Homicídios.

Conforme a Polícia Militar, desde as 22h de quinta-feira são feitas intensas rondas em todo a cidade, com operação no Norte da Ilha.

 

Família

 

Segundo a Polícia Militar, a família e o funcionário do hotel não tinham passagens criminais ligadas ao tráfico de drogas em Santa Catarina. Paulo Gaspar Lemos chegou a responder por calúnia e difamação e Leandro Gaspart Lemos por apropriação indébita.

Paulo Gaspar Lemos Junior, Katya Gaspar Lemos e Ricardo Lora não tinham passagens policiais no estado.

Últimas Notícias
Policial 24 Set às 07:46
Enterro foi acompanhado por uma escolta da Guarda Civil Municipal. Jovem de 23 anos foi encontrado ao lado dos corpos dos filhos dois dias depois de raptar as crianças em Boituva (SP).
Policial 21 Set às 09:25
Vítima pagaria com a vida no lugar de um amigo, que ela indicou para fazer negócio com os criminosos, e que não pagou por carregamento de drogas
Policial 20 Set às 20:08
Arma, uma metralhadora Browning .50, estava sendo negociado por traficantes por R$ 200 mil. Duas pessoas foram presas na Barra da Tijuca.
Tecnologia e desenvolvimento