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PF prende duas pessoas em operação contra fraudes na Previdência
Foram cumpridos na manhã desta terça-feira (14) 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Por G1 | Postado em: 14/05/2019 - 16:36

Duas pessoas foram presas, na manhã desta terça-feira (14), em uma operação da Polícia Federal (PF) que investigou uma organização criminosa especializada em fraudar aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e pensões por morte. Segundo a PF, eles eram agenciadores de aposentadoria.

O prejuízo causado pelo grupo é calculado em R$ 3,7 milhões, com o pagamento de 52 benefícios obtidos de forma fraudulenta.

A operação, chamada de Octopus, foi feita em conjunto com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 17 de busca e apreensão em Curitiba, Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e Pontal do Paraná, no litoral do Paraná. Além de Jaraguá do Sul (SC), Erechim (RS) e Marcelino Ramos (RS).

 

Investigações

 

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2017 a partir de notícias recebidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Durante a investigação, foi identificado que a organização criminosa atuava pelo menos desde 2013, e era chefiada por um agenciador de aposentadorias, reincidente em crimes contra a Previdência.

Segundo a polícia, há indícios de que o esquema criminoso conte com a participação de dois servidores do INSS, três contadores, dois advogados e outros intermediários de benefícios previdenciários.

Conforme as investigações, foram cerca de 800 vínculos empregatícios falsos para mais de 500 trabalhadores. Ainda de acordo com a polícia, esses vínculos fraudulentos inseridos nos sistemas do INSS incluíam tempos de serviço de até 15 anos.

O grupo ainda é investigado pela criação de vínculos falsos para os próprios familiares, de primeiro e segundo graus.

O INSS deve rever as aposentadorias identificadas pelo esquema criminoso.

 

Punições

 

Foi determinado o sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias dos suspeitos. Além disso, a Justiça mandou afastar os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de cargos de chefias e das atividades de concessão de benefícios previdenciários.

Os presos podem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato majorado e inserção de dados falsos em sistemas corporativos do Governo Federal.

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