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PM afirma que soldado que matou duas pessoas e cometeu suicídio não foi pressionado para voltar ao trabalho
Por Massa News | Postado em: 11/09/2018 - 08:25

Contrariando as informações repassadas pela Associação de Praças do Estado do Paraná (APRA), a Polícia Militar afirmou, nesta segunda-feira (10), que o policial militar William Moreira de Almeida, de 29 anos, acusado de matar a namorada e o primo e cometer suicídio, não foi pressionado para voltar ao serviço.

Conforme o Tenente-coronel Éveron César Puchetti Ferreira, Diretor de Pessoal da Polícia Militar do Paraná (PMPR), William teria passado por dois psiquiatras, um deles do Hospital Bom Retiro, e outro da Junta Médica da corporação, e foi considerado apto para voltar às operações. No entanto, apesar de ter recebido sua arma de volta na segunda-feira (3), só devia voltar à campo depois de suas férias, que teriam início hoje (10), e estava sendo mantido nos serviços administrativos. “Não existiu antecipação para que ele voltasse ao trabalho, muito pelo contrário, nós até retardamos o retorno dele, contrariando a posição do médico civil, por medida de cautela ele não foi colocado novamente no operacional”, esclareceu Puchetti.

De acordo com a Polícia Militar, William ingressou na Polícia Militar em 2013, e teria feito um novo teste de aptidão psicológico em 2014. Em dezembro de 2017, o policial apresentou o seu primeiro atestado psicológico, e mais três a partir de então, conforme as vigências dos documentos anteriores iam finalizando, totalizando sete meses em tratamento. Em julho de 2018, um médico psiquiatra do Hospital Bom Retiro, conveniado da Polícia Militar, e que acompanhava William, concedeu alta do tratamento para o acusado, dizendo que ele estava apto para o trabalho operacional.

Depois disso, o policial passou por uma nova avaliação, desta vez da Junta Médica da corporação, que decidiu mantê-lo em funções administrativas por um tempo para analisar seu comportamento, já que estava afastado a mais de seis meses. Semanas mais tarde, conforme a Polícia Militar, William passou novamente pela Junta, e o psicólogo entendeu que ele estava pronto para voltar para o operacional.

No dia 3 de setembro o policial recebeu de volta sua arma, apto para voltar à viatura, e permaneceu nas atividades administrativas, pois a corporação pretendia que ele retornasse à campo após suas férias, completamente recuperado. No entanto, quatro dias depois, o crime foi registrado, na noite de sexta-feira (7), em Colombo, quando o policial usou a arma da corporação para matar a namorada e o primo. Em seguida, ele atirou contra a própria cabeça, e morreu no hospital na madrugada de sábado (8). 

Segundo dados da Polícia Militar, 752 profissionais, entre policiais militares e bombeiros, apresentaram atestados psiquiátricos de janeiro a agosto de 2018, somando 2.336 atestados homologados pela Junta Médica. Ainda conforme a corporação, isso representa cerca de 3.8% do efetivo. No ano passado, em 2017, 991 profissionais apresentaram 3.446 atestados psiquiátricos, cerca de 5% do efetivo.

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