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Presos 12 suspeitos que se passavam por policiais e aterrorizavam vítimas durante roubos
Por Bem Paraná | Postado em: 23/10/2018 - 10:27

Doze homens foram identificados pela Polícia Civil como membros de um grupo, em que os criminosos se passavam por policiais para abordar vítimas e praticar roubos, em diversas regiões do Paraná e Santa Catarina. Três deles foram presos na última semana, outros sete haviam sido presos no final de junho e um permanece detido no estado de Goiás. Um último suspeito, Everton Cordeiro Morais, de 29 anos, permanece foragido.

De acordo com a polícia, a quadrilha seria responsável por uma série de roubos a residências, empresas e estabelecimentos comerciais. Em parte dos crimes, os suspeitos utilizaram coletes, distintivos e giroflex para abordar as vítimas. 

Os últimos suspeitos presos (Alexandre Rodrigo de Souza, de 32 anos, Douglas Ricardo da Costa, 39, e Faustino Matuchenetz Rodrigues, 34) tiveram os respectivos mandados de prisão cumpridos entre os dias 17 e 18  de outubro. Faustino também foi autuado em flagrante por uso de documento falso.

Durante as investigações foram identificados e presos João Paulo da Silva, 30; Luiz Felipe Soares da Silva, 21; Marcos Aurelio Oliveira Moreira, 54; Gilberto Lima de Oliveira, de 68 anos; Orestes Vicente Pinto, 66; Gideoni Silveira, 56; Jonathan Henrique Rodrigues da Luz, 21; e Emerson Ferreira Guimarães, 29 anos. Outro membro do grupo, João Paulo da Silva, de 30 anos, permanece preso no estado de Goiás. Além das prisões, os policiais apreenderam quatro armas de fogo (duas pistolas e dois revólveres) em posse dos suspeitos.

Segundo o delegado-titular da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Alexandre Macorin, os policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) trabalharam por cerca de oito meses para identificar os 12 suspeitos, que se revezavam em funções dentro da mesma quadrilha. 

Conforme os mandados de prisão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Curitiba, os suspeitos respondem pelos crimes de roubo, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

ROUBO - De acordo com a polícia o primeiro roubo aconteceu em maio do ano passado, no bairro Xaxim, em Curitiba. Na ocasião, além de distintivos, os suspeitos utilizaram um carro preto com giroflex. Os suspeitos teriam abordado a vítima em frente a residência, em plena luz do dia, sem levantar suspeitas de quem passava pela rua. Na ocasião, a DFR prendeu Gilberto, João Paulo, Luiz Felipe e Marcos Aurelio. Um quinto suspeito, Orestes Vicente Pinto, conseguiu fugir.

Em maio deste ano, três dos suspeitos (Gideoni, Orestes e Douglas) fizeram incursões na cidade de Guaramirim (SC), com o intuito de roubar um posto de combustíveis. Depois de esbarrar em questões de logística, como a fuga após o roubo, os criminosos desistiram do crime.

Cerca de um mês depois, no dia 14 de junho, os suspeitos investiram contra uma empresa de produtos alimentícios. Gideoni e Orestes forneceram a arma de fogo para que Everton (que permanece foragido) pudesse tomar de assalto uma Kombi com alimentos. No dia seguinte, Oreste, Gideoni, Everton e Faustino foram até Ponta Grossa para cometer um outro roubo contra uma residência. 

O sucesso dos criminosos começou a minar no último dia 26 de junho, quando eles decidiram invadir a residência do proprietário de uma distribuidora de bebidas. Na ocasião, os suspeitos mantiveram o comerciante e a esposa como reféns, os quais permaneceram trancados em um banheiro na própria residência. Menos de duas horas após o crime, uma equipe da DFR libertaram o casal e prenderam em flagrante Orestes, Emerson, Gideoni e Jonathan.

HISTÓRICO CRIMINAL - De acordo com a delegacia, há registros criminais de Gilberto e Orestes desde a década de 1970. Outro que conta com um vasto histórico criminal é Gideoni Silveira - o mentor intelectual da quadrilha e que acumula processos criminais desde 1981. "Gideoni é chamado pelos outros de 'mestre', não apenas por ter publicado livros referentes à trajetória de capoeirista, mas também por ter passado 16 anos no sistema prisional", revela o delegado Alexandre Macorin.

SUSPEITOS:

1) Alexandre Rodrigo de Souza, 32 anos - Responde por um crime de Roubo.
2) Douglas Ricardo da Costa, 39 anos - Responde por crimes desde 1998. Há registro de pelo menos sete processos por roubo e um por homicídio (2013).
3) Faustino Matuchenetz Rodrigues, 34 - Responde por dois crimes de Roubo.
4) Gilberto Lima de Oliveira, 68 anos - Há registros criminais desde 1975. Já respondeu por tráfico de drogas, roubo e receptação.
5) João Paulo da Silva, 30 anos (preso em Goiás) - Respondeu por ameaça, roubo, e tráfico de drogas.
6) Luiz Felipe Soares da Silva, 21 anos - Responde por dois crimes de roubo. 
7) Marcos Aurelio Oliveira Moreira, 54 anos - Responde por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e roubo.
8) Orestes Vicente Pinto, 66 anos - É o mais violento da quadrilha. Responde a processos criminais desde 1978. Possui dez passagens por roubo e associação criminosa.
9) Gideoni Silveira, 56 anos - Chamado de mestre, é o mentor intelectual do grupo. Responde a processos criminais desde 1981. Possui sete passagens por crime de roubo. Também responde por crimes de receptação, furto e associação criminosa. Gideoni nunca entrava nas residências durante os roubos, mas dava suporte ao demais a partir de um local próximo. Na maioria das vezes, era o responsável pela fuga e pelo fornecimento de armas.
10) Jonathan Henrique Rodrigues da Luz, 21 anos - O mais jovem da quadrilha. Tem passagens pelos crimes de roubo e associação criminosa. 
11) Emerson Ferreira Guimarães, 29 anos - Possui passagens pelos crimes de receptação, roubo e associação criminosa.
12) Everton Cordeiro Morais, de 29 anos (foragido) - Permanece evadido do Sistema Penitenciário há aproximadamente dois anos. Responde pelos crimes de receptação, roubo e associação criminosa.

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